Elogio da Madrasta – Mario Vargas Llosa

Resenha nº 4 : Peru

De volta à América do Sul! Mario Vargas Llosa foi o ganhador do Nobel de literatura em 2010 e por isso escolhi resenhar Elogio da Madrasta para representar o Peru. Como eu atrasei a última leitura, optei por um livro mais curto para compensar o tempo e reduzir o atraso. O título desse livro me deixou curiosa também.

Bom, os três livros que eu li tinham um teor sexual considerável, então eu já estou cansando da repetição. E para piorar uma das relações mostradas no livro é de uma quarentona e o enteado de 10 anos. Eu torci muito para a história não ser no estilo de Lolita, mas deu só meio certo.

Dentre a lista de livros publicados por Vargas Llosa, existe um chamado Os Cadernos de Dom Rigoberto. O personagem do título reaparece aqui, o que me faz pensar que este é uma continuação dessa história, mas a falta deste livro anterior não afeta o entendimento de Elogio da Madrasta.

Dom Rigoberto é um homem extremamente apaixonado por Dona Lucrécia, como deixa claro em seus pontos de vista, e parece ser recíproco. Suas relações físicas são sempre muito intensas e os deixam felizes.

Quando se casaram, Dona Lucrécia temia que o enteado, Alfonso (Fonchito), tentasse arruinar o casamento, o que não parece ter acontecido. Com o tempo de convívio, o menino passa a demonstrar grande afeto pela madrasta, presenteando-a com um carinhoso bilhete no seu aniversário. As demonstrações de afeto deixam Lucrécia um pouco indecisa, pois apesar da pouca idade são íntimos demais. Mesmo assim, ela acredita que a maldade está na sua cabeça. Quando aceita que Fonchito está apaixonado por ela, tenta mudar seu comportamento e agir de modo frio, de modo que o menino queira se matar por acreditar ter perdido o amor de sua madrasta. Neste dia ambos se beijam quando fazem as pazes. E daí começa o envolvimento amoroso deles.

É importante notar que Lucrécia afirma que nunca teve esse tipo de comportamento e no início acha errado, até o tempo convencê-la de que estava tudo bem. Alfonso também parece saber o que está fazendo, apesar de comportamento infantis ocasionais, dando a impressão de ser uma relação com consentimento de ambos.

Mas a carinha de anjo de Fonchito talvez esconda um espírito endiabrado. Quando Dom Rigoberto expulsa Lucrécia de casa Fonchito parece não se lamentar. Enfim, parece que o menino conseguiu destruir o casamento de forma muito habilidosa (apesar de eu não aprovar o método), embora negue-o.

Sobre a escrita de Vargas Llosa, a história é intercalada com capítulos de lendas, histórias curtas sobre deuses e sobre amor. Isso torna a narrativa mais poética e bonita, o que eu gostei bastante.



Categorias:Livro completo, Países, Resenha

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